A curiosidade que me move

Final de dia...
Tendo o corpo corrompido pelo cansaço, ainda me move a vontade de pensar, de aprender e de escrever o que gostaria de falar.

Sei que falo unicamente por mim, mas não acredito que possa eu ser muito diferente dos demais irmãos em espécie. Tirando por mim, posso conhecer um pouco da estrutura mental humana dos demais, e observando os demais posso perceber um pouco do que sou, em muitas coisas, e feliz ou assustado perceber que sou estruturalmente muito parecido com meus semelhantes, e que esta percepção sirva de alerta para meus comportamentos, minhas atitudes e meu compromisso com a verdade e com o social. Creio que em ordem de grandeza, ou que em uma teórica análise de desvio padrão, somos em média, naturalmente, mais semelhantes do que as aparências externas possam induzir. Então, o que será que me move a estar continuamente pensando e refletindo, racionalizando e criticando, a sempre estar desejando aprender algo, a rever meus aprendizados, a trabalhar meus pensamentos com certo ceticismo e estar sempre pronto a desconstruir o que pensava ou o que acreditava saber, em prol de um novo conhecimento ou raciocínio, desde que corroborado por certas evidências, certo racionalismo e certa análise crítica. 

Uma diferença talvez seja apenas a mera curiosidade de melhor conhecer a mim mesmo e ao universo que me cerca e que me permitiu existir. E neste ponto meus pais foram, creio que mesmo sem uma consciência maior, importantes gatilhos, e eu mesmo o verdadeiro revolucionário de mim mesmo. Primeiro pela genética que me passaram, segundo pela continuada valorização do conhecimento, terceiro pala paciência de estarem continuamente participando de meu crescimento mental, e finalmente pela motivação e pela confiança em minha capacidade de aprender e crescer humana e intelectualmente. 


Aos meus pais eu devo um pouco do que hoje sou, e com certeza, para pais sem um maior conhecimento cultural, foram eles, talvez por isto mesmo, o meu maior motivador pela curiosidade que sempre moveu meu aprendizado, graças a importância e ao tempo que eles investiram em valorizar o conhecimento.

De forma clara, sinto-me mais ainda obrigado a repassar aos meus filhos este mesmo valor, esta mesma alegria no aprender, esta mesma curiosidade por tudo que nos cerca e principalmente pela natureza humana, entretanto sem nunca abrir mão de evidências quando possíveis, ou sem jamais abrir mão de formas racionais de abordar e de pensar, e onde o racionalismo encontrar seu fim, que estejam eles, os meus filhos, prontos para aplicar de forma mais lógica possível uma profunda análise crítica antes de aceitar qualquer nova informação como sendo verdadeira, mesma que vindo das famosas autoridades. Que meus filhos percebam a fenomenal sinergia de uma razão amorosa e de um amor racional, e que simplesmente rejeitem toda e qualquer revelação.


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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