A moral pode ter tido início na luta intragrupo contra os extragrupo

Pode parecer incrível, até mesmo inacreditável, mas é bem possível, e eu acredito que a verdade contenha, pelo menos alguns tons deste fato, que a moralidade tenha notas evolutivas atreladas com o horror do guerrear. A maioria das sociedades “simiescas”, incluindo a dos chipanzés, demonstram que a hostilidade extragrupo intensifica a solidariedade intragrupo, e isto, a necessidade de maior coesão da sociedade (intragrupo) na defesa forte contra os membros da sociedade dos “de fora” (extragrupo), ao longo do tempo nas sociedades dos grandes primatas, fez naturalmente que interesses individuais fossem minimizados e até mesmo relegados, pelos interesses da sociedade como um todo, que passam a ser de maior valor. A necessidade de defesa dos nossos para guerrear com os forasteiros, cria um forte estado comunitário intragrupo, que acaba por forçar e superar elementos e interesses inicialmente tidos como antagônicos. Hoje em dia, em nossa sociedade, percebe-se isso acontecendo naturalmente, quando a necessidade de combater estrangeiros, une e supera divergências internas. Um inimigo externo é uma força poderosa de união interna, onde de forma tolerável e natural, os membros intragrupo de uma sociedade, no caso de um país, se unem, quebram barreiras, e superam desavenças, para se colocarem lado a lado pela luta, pelo bem comum, contra o inimigo externo comum. Isso tem levado a brincadeiras do tipo, a melhor e mais rápida forma para chegarmos a uma paz mundial, seria encontrar um inimigo extraterrestre.

Um inimigo comum extragrupo faz com que superemos quaisquer defesas apaixonadas por nossos interesses individuais e conflitantes, e passemos a ter interesses comuns, e se pensarmos nisso, não como algo meramente atual, não desenvolvido ou implementado por alguma mente superior, perceberemos que é algo claramente comum aos nossos primos próximos, e esta necessidade de coesão intragrupo desenvolveu uma estrutura de incentivos e punições, aprovações e repúdio, inclusive com sentimento de culpa e vergonha, de interesses comuns, e que tornavam vantajosos para aa maximização da coesão intragrupo, visando estimular o que fazia bem ao grupo e a comunidade, desta forma talvez o conceito de moralidade tenha sido uma excepcional ferramenta para reforçar a estrutura social.  


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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