Queda contínua nos índices sociais americanos

Infelizmente poucos se preocupam com isto, mas se tomarmos como exemplo o liberalismo econômico nos EUA, notaremos que em vários índices sociais, o pais vem em queda contínua. Vou me ater somente ao que no geral podemos chamar de saúde. A competição desenfreada, e a busca por lucros contínuos, tem feito desta nação a mais rica, no entanto, a saúde tem ficado cada vez mais para trás em forte oposição a sua riqueza.

Os EUA tinham a população mais saudável e alta (em média) do mundo, infelizmente hoje ocupam um subalterno lugar (em algumas visões talvez a pior colocação entre os países industrializados) em longevidade e altura, e em uma situação inversa, tem ocupado os primeiros lugares (em algumas visões o primeiro lugar) em mortalidade infantil, gravidez na adolescência e etc. Podemos facilmente notar um crescimento médio de 2 centímetros, na altura de um povo, por década nos países industrializados, e isso não ocorre nos EUA desde cerca de 1970, sendo assim, por agora, os países europeus, em especial os setentrionais, estão em média sete centímetros mais altos que os americanos. Também a expectativa de vida dos americanos não vem acompanhando, nem de perto, o que acontece com países menos liberais economicamente. Podemos perceber que no índice genérico de saúde o povo americano não ocupa nem mesmo as primeiras 25 posições. E porque será isto. Com certeza é complexo, mas não seria falta de tecnologia e capacidade, é sim um problema social e econômico, a privatização da medicina nos EUA colocou uma imensa fatia da população alijada, sem garantias de assistência médica, mas o problema com a saúde, envolve ligação direta com outro índice que se degrada rapidamente nos EUA, que é o da desigualdade. Um pais rico, onde boa parte da população é pobre ou miserável, a disparidade de renda na sociedade americana é muito grande, e os EUA possuem assim uma enorme quantidade de despossuídos, assemelhando-se à muitas nações do que costumam chamar de “terceiro-mundistas”. Um por cento da população americana tem mais renda do que quarenta por cento da população mais pobre junta, é uma disparidade abissal para um pais rico, ainda mais se comparada a países da Europa ou com o Japão. 

É fácil notar que decorrente destas disparidades econômicas e de acesso a saúde, entre outras, a estrutura social vai se erodindo naturalmente, ainda mais agravadas com problemas raciais que nunca foram resolvidos a contento, apenas escondidos, varridos para debaixo do tapete, mas que com a erosão social voltam a aparecer. Mas em um país que encampou uma das mais absurdas assertivas contra a própria sociedade, contra o social, na defesa da pura luta de competição, dita pela irresponsável Margaret Thatcher: “Mas, o que é a sociedade? Não existe essa coisa. O que existe são homens e mulheres, indivíduos...”, não é de se admirar que os índices sociais venham desmoronando. Isto me lembra um pouco o que um político Brasileiro falou a poucos dias, na saída do congresso nacional: “quem não tem dinheiro que não faça faculdade, que se dê por feliz de fazer o segundo grau...”



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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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