A geografia neural do sexo

Diversos estudos neurocientíficos têm sido realizados quanto a monitoração do “comportamento” cerebral durante um ato sexual completo, com especial ênfase quanto ao “período” do orgasmo. Em alguns pontos ainda existem algumas contradições quanto aos resultados obtidos, entretanto em muitos pontos os resultados se reafirmam entre si. O primeiro item comum a todos os estudos é que o cérebro é inundado por opioides, durante a prática consensual do sexo, desde as primeiras trocas de carícias, e que ao ser atingido o orgasmo o cérebro parece estar totalmente sob efeito da heroína. Em uma visão simplista, durante o clímax, parece não haver uma região do cérebro que não se “acenda”, como se o turbilhão do êxtase se refletisse também em um turbilhão cerebral. Uma análise mais fria, paciente, cuidadosa e detalhada, acaba por permitir notar-se uma “geografia” cerebral mais refinada e delineada. Mostra-se clara a “iluminação” do centro de recompensa quando do orgasmo. Este era um fato esperado, e foi facilmente corroborado em todos os experimentos. Em contrapartida, algo nem tão consensual, mas esperado por alguns, se mostrou consistente em todos os estudos, que foi o silêncio, a falta total de lampejos, a quietude da área conhecida como córtex orbito frontal. Esta é uma área do cérebro que atua exercendo controle sobre grande parte de nosso comportamento, e é legal e interessante que assim tenha sido, que esta parte do circuito neural praticamente tenha se desligado durante um orgasmo, pois se alinha assim totalmente à realidade do que sentimos durante o clímax sexual, onde acabamos por ficar livres de nós mesmos, esquecendo do que e do quem somos, é como se por alguns instantes fossemos somente o próprio orgasmo e mais nada de nós. Quem já sentiu, sabe o que é esta força, é indescritível por palavras comuns, mas maravilhoso enquanto realização, é como se o orgasmo se apoderasse completamente de nós. O momento deste clímax nos leva a uma realização de nosso ser completamente livre do medo, e isto é corroborado nos experimentos, pelo não envolvimento da amigdala, nos levando assim a um lugar livre do medo. Outra descoberta interessante é que todo impulso das sensações de toques, além de percorrer normalmente o caminho da espinha dorsal (medula espinhal), o que é normal e esperado, nas mulheres, estes impulsos navegam também pelo nervo Vago, nervo este que percorre um caminho alternativo, saindo mais ou menos da base do crânio, e caminhando por fora da medula espinhal, passando pelo pescoço, pelo abdômen, seguindo o caminho das entranhas, contornando assim a espinha, e chegando até a vagina, permitindo assim a que as mulheres com lesões sérias da espinha possam sentir prazer. Até pouco tempo atrás, estas mulheres eram aconselhadas a desistirem do sexo, e era comum a indução de que era vedado a elas este prazer, hoje pelo contrário, elas recebem recomendações de que devem ser ousadas a buscarem estímulos sexuais, pois que estes estudos mostraram claramente vida ativa sexual obtida via nervo Vago.  


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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