O sagrado não é unicamente algo místico ou religioso

O sagrado não é unicamente algo místico ou religioso (que é a definição mais comum historicamente, e que se relacionaria com devoção ou respeito religioso, a algo que tenha relação com divindades ou com o divino). Mas existe uma visão secular, sendo o sagrado algo humano, simplesmente sendo sagrado por ser algo de excelência de grande valor para cada um, e para mim em especial, somente interessa este caso. Um secular, um agnóstico, um cético, e mesmo um ateu podem ter fatos, “coisas”, ou eventos sagrados. O sagrado seria assim, em minha visão, e de alguns pensadores contemporâneos, aquilo que de tão importante, de tão valioso humana, social ou naturalmente, não hesitaríamos em dar as nossas vidas pela sua defesa. Em outras palavras, algo só é sagrado, segundo a visão secular, que me é muito mais bela pois que diretamente relacionada aso valores humanos, sociais e naturais, se este algo for realmente tão importante, que na defesa deste algo, estamos dispostos a pôr em risco nossa própria vida, sem duvidar de que nossa vida vale menos que aquele algo. Por isto raramente encontraremos algo realmente tido como sagrado, mas estas “coisas” são de tanto valor para cada um, que valem assim mais do que sua própria vida, por exemplo um filho ou um neto. Vale comentar que a definição de sagrado é individual, pois que os valores são sempre individuais, nada possui valor pré-estabelecido. Eu me ponho a pensar em tantas coisas que ouço as pessoas definirem como sagradas, e me questiono se realmente estas pessoas estariam dispostas a entregarem suas vidas pelo que definem como sagrado.


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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