Perdão

O perdão não muda nada, o ato feito é irreversível, tenha eu praticado ou sofrido a ação. O perdão diminui apenas o peso de minha culpa, se fui o agente do mal ato, ou diminui a carga de ira ou de raiva se fui quem sofreu pela má ação de outrem, mas o perdão em si não retira a necessidade de punição a altura da dor que criou. 

Desta forma, tento construir meu viver não carregando raiva de ninguém, mas ao mesmo tempo defendo fervorosamente que cada um seja responsabilizado pelos seus atos intencionais. 

O perdão é assim desnecessário e até mesmo desumano, em especial aquele tipo de perdão religioso, que mentiroso desde a raiz, permitiria que verdadeiros monstros humanos e sociais, mascarados agora de bons moços, pudessem ter redimido todos os seus erros, maldades e atrocidades, por um simples e irresponsável ato de pedir perdão a um ser que sequer ousou interferir para que aqueles atos que levaram sofrimento, dor, perdas ou agonia a outros, pudesse ter sido evitado na raiz. O perdão assim é uma das grandes falácias, nada muda no que foi feito, quando muito apenas distrai a sociedade como se os atos cometidos tivessem sido feitos sem intenção, ou tenta me fazer crer que algum sentimento de raiva possa ser tão facilmente descartado. É mais fácil buscar não deixar que a raiva, que é natural que a sintamos em momentos nos quais somos maldosamente prejudicados, não faça morada em nós e possa assim ser naturalmente superada, mas sem perder de vista que dependendo do erro, da intenção, ou da finalidade, o agente da maldade seja julgado e punido pelo que fez.


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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