Castelos

Castelos, sempre segregaram. Os de dentro se acham a própria raça humana e aos de fora sobra apenas ser o complemento, de pouco valor, ou sem valor algum, do todo.

Muitos lugares existem, e onde houver castelos, físicos ou lógicos, reais ou simbólicos, que empoderem seus proprietários acima dos demais, aí existirá a segregação e a exclusão humana, os de dentro e os de fora, os dignos e os indignos, os senhores e os servos, os donos e os vassalos, os poderosos e os miseráveis. Os exploradores e os explorados. Muralhas, fossos, seguranças e portas reforçadas demarcam bem o status da nobreza, da realeza, dos donos do capital e dos meios de produções, contra os proletários, os pequenos camponeses, os excluídos, os abandonados, os explorados, os quase nada, e o resto, apreciados apenas e tão somente, pela elite financeira, política, cultural e econômica, como mera escória, mão de obra barata, ou rejeito necessário da sociedade.

Castelos e choupanas, palácios e favelas, burgos e casebres, solares e sem teto, com posses e abandonados a sorte da rua e dos campos. Como é possível defender que somos iguais? Castelos serão sempre a imagem do poder de poucos sobre muitos.


PS: publicado em blog, inicialmente em janeiro de 2015, no dia 09, uma sexta-feira.


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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