Muito se tem perguntado

Muito se tem perguntado, ao longo de nossa existência como espécie racional: Qual a razão para nossa existência? Eu tenho para mim, que existem três perguntas que acabam, horas por outras, nos instigando a mente, e mais importante é que de suas respostas, desde que sinceras, honestas e criticamente pensadas, derivam naturalmente o como agimos de forma geral nesta realidade existencial, mesmo que alguns mascarem suas respostas sinceras, em respostas que entendem mais aceitáveis pela maioria da sociedade, ou simplesmente por receio e temor de terem que assumir abertamente uma posição que lhes assusta. São três os escopos destas três perguntas. Uma universal, sobre o tudo. A segunda sobre a essência da vida, do viver. E finalmente a terceira sobre a essência do ser, do que somos, de nossa individual existência como seres pensantes e sencientes. Porque existe tudo? E a vida, como pode ter surgido? Finalmente, nossa existência pessoal, porque existimos, existiria algum motivo ou razão para que exatamente cada um de nós aqui estivesse? 

Relativamente, muitos e muitos de nós tendemos a ser tão egocêntricos, vaidosos e presunçosos, que nos valoramos a ponto da necessidade de existir necessariamente uma razão maior para nossa existência.

Em amostragem, nossa arrogância é tal que muitos de nós, seriamente crê sermos o auge, o máximo, o estado da arte, a perfeição de uma evolução traçada por leis celestes, e guiada por algum plano previamente projetado por um ser transcendente, e que desta maneira há de existir algum motivo, alguma razão e algum porque para nossa existência.

Em geral somos soberbos de que nossa espécie seja predestinada, criada à vontade de um deus, que assim acabamos acreditando que toda a natureza, seja ela biológica, ou mesmo química ou simplesmente física, existe unicamente para nos servir e para que dela nos locupletemos e nos aproveitemos segundo nossas necessidades e nossos interesses “maiores”. Seriamos tão importantes que tudo foi criado para nos servir, de uma forma ou de outra.

Em um bom número de nós, nosso egoísmo é tal que cremos ser os únicos seres que estão a um passo do inexistente paraíso, ou mesmo a meio caminho de uma também não existente nova existência transcendental.

Não de forma absoluta, mas a humildade, a modéstia e o comedimento, nos são quase impossíveis quando o assunto é nossa superioridade e maior importância como seres vivos, frente a toda a natureza. Vejamos simplesmente como nos definimos “Homo sapiens sapiens”, quanta prepotência. 

Em média, somos impelidos a jamais perceber que nossa existência bioquímica, neuronal e humana pode ser mera obra do acaso, e que isto, muito pelo contrário, não nos minimiza quanto a nossa existência, mais sim pelo contrário, nos dignifica frente à improbabilidade de existirmos. A probabilidade de que exatamente o ser que somos viesse a existir beira muito de perto o zero, a impossibilidade, um infinitesimal, e mesmo assim aqui estamos, isto sim é grandioso, isto sim deveria ser gratificante e motivacional, isto sim nos deveria dar o máximo de valor a nossa existência, e por decorrência a existência de cada um dos que estão vivos, e não somente os humanos, pois que a mesma regra de probabilidade vale para cada ser vivo. O valor deveria ainda ser elevado a potencias absurdas, quando temos a parcial consciência, que seja, de que somos mortais, de que nossa existência aqui é breve e única. Percebamos todos como é rara a probabilidade de nossa existência, e mesmo assim, como é breve e única esta e cada uma das existências viventes, isto sim deveria nos motivar a dar máximo valor a vida, a essência da vida, e a toda e qualquer vida.


Nossa vida natural, física, química, biológica, mental e social é frágil, como é frágil a biologia multicelular que nos constrói e nos dá suporte a existência do ente vivo que somos. Hoje aqui estamos e daqui a pouco pode ser que não mais existamos, e mesmo como espécie, hoje ela existe, mas basta algum cataclismo para amanhã não mais existirmos como espécie.

Temos cada um de nós, uma única experiência do viver, e sempre, apenas, no momento presente, e assim devemos valorar esta nossa única existência como algo maravilhoso, e desta forma trabalharmos pela construção de nossa existência humana e social da melhor maneira possível. 

Muito se tem perguntado: Existe alguma razão especial para que existamos, cada um de nós? Eu tenho a minha resposta. Você tem a sua? Não precisa responder para mim, é uma resposta que você deve sincera, honesta e criticamente dar a você mesmo, no íntimo de seu sentir e pensar. E aproveita a motivação e responda, intima e sinceramente, as três perguntas: Porque existe tudo? E a vida, como pode ter surgido? Finalmente, nossa existência pessoal, porque existimos, existiria algum motivo ou razão para que exatamente cada um de nós aqui estivesse?



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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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