O ser humano em essência existe para viver

“O homem existe para conhecer, para amar e para querer. ” Esta é uma frase que li de um pensador, e que direta ou indiretamente, com ou sem variações, é uma assertiva “seguida” e aceita por muitos outros. Me perdoem os que assim pensem, mas esta não é a minha leitura da vida e do viver, da vida e da essência do ser vivo, ou pelo menos não é a leitura básica e elementar do que seja existir como espécie, talvez porque seja eu, mesmo sem abrir mão de um bom humanismo secular, um pouco mais naturalista. Para mim, conhecer, amar e querer, são decorrências do viver, como entendo que na prática, todo o resto seja decorrência do estar vivo e da busca pela vida em si, ou que acabe naturalmente sendo decorrência deste e de qualquer viver. O ser humano é um animal natural (redundante porem intencional), é um ser vivo, e em essência sujeito a todas as relações naturais da continuidade do viver. Desta forma, como todos os animais, o homo sapiens sapiens existe para viver, e sempre que possível deixar descendentes vivos, ou participar ativamente da defesa e da tentativa de garantir longevidade a descendentes de terceiros. De tal modo, entendo ser a essência da vida, continuar vivo e garantir descendentes, seus ou nãos, de continuarem vivos. Por favor, não estou dizendo que conhecer, amar e querer não sejam atributos ou qualidades humanas, que não sejam naturais, ou que não sejam “boas” qualidades, como o são, entre outras, o compromisso social, a empatia, a responsabilidade por todo o natural, a honestidade, o respeito humano e muitas outras. Estas e muitas outras características, qualidades, comportamentos e sentimentos, decorrem da causa maior do próprio viver, e podem ser boas ou más decorrências.

É certo que evoluímos em um grau mental acima dos demais primos na natureza, e que esta evolução nos moldou seres sociais, entretanto acho importante comentar que estas novas qualidades, obtidas por evolução, cor cultura, e por convivência se somam, recobrem, a essência primeva, ou primitivas, do existir, mas nunca a removem, sendo assim acredito que devamos ter em mente pelo menos duas coisas: Primeiro, a inteligência, seja ela exatamente o que for, é uma evolução e não nos coloca, por isso, acima de nada, assim, acima do próprio reino animal, como não nos coloca acima da existência natural do todo. Em especial, quanto a vida, não somos desta forma, diferentes quando o assunto é a essência da vida. Em segundo lugar, que apesar do nosso maior grau de complexidade neuronal, a variação para outras espécies, é mais em valor e quantidade (grau) do que em variedade ou especificidade. Outros animais evoluíram também um grau de complexidade cerebral tal, que são portadores de características e “qualidades” até pouco tempo entendidas apenas como humanas. 

O homem, segundo minha leitura, não existe para conhecer, amar ou querer, ou pelo menos não existe em sua base mais primitiva e essencial, como não existe em si por nenhuma outra razão especial, ele simplesmente existe para viver, e todo o resto é decorrente, não obstante eu entender que o conhecer e o amar sejam muito importantes, mesmo com o cuidado do termo amar ser uma única palavra para um leque enorme de diferentes sentimentos e emoções. O animal homo sapiens existe, como qualquer outro animal, para viver, garantir descendentes vivos, ou salvaguardar descendentes de semelhantes. Deve ficar entendido que não descarto a importância de dar bom uso a vida, já que a evolução nos propiciou um grau de capacidade de compreensão e de percepção tal, que fazer bom uso, e aqui, bom uso é toda e qualquer relação de propiciar aos semelhantes, um bem viver, e nunca esquecer da vital importância de salvaguardar toda a natureza.

Ah! Apenas por curiosidade, a frase inicial, que discordei, é de um ateu como eu, porem com linhas mais humanistas e menos naturalistas do que eu.




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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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