Plano superior!?

Plano superior!?

 Caso viver refletisse algum plano maior, superior ou transcendente, se fossemos algo destinados ou rascunho que seja de algo pré-determinado, que importância teríamos nós enquanto responsáveis, parcialmente que seja, pelo nosso viver, pois seríamos algo muito mais parecido com marionetes, do que com verdadeiros seres naturais, seres humanos, que somos ou que deveríamos ser. Se fossemos algo dirigidos, e como somos parte integrante com direto relacionamento total com o mundo e tudo nele, isso implica que tudo, neste mundo, haveria de ser dirigido, para que nada afetasse diretamente a direção do que seríamos. Indo mais longe, como algo fora de nosso mundo, em pleno universo, poderia afetar diretamente nossa existência, como um simples meteoro caindo, ou mesmo uma incidência maior de raios cósmicos ou solares que nos levasse a um câncer, isto implicaria também que todo o universo haveria de ser dirigido também. 

Se o destino fosse algo absoluto, seria eu apenas passageiro de meu próprio viver, um autônomo robótico.

Se o destino fosse, mesmo assim, um tanto parcial, tendo eu o livre arbítrio para modificá-lo, seria eu algo como um passageiro de taxi, que não tendo o total domínio e responsabilidade pelo caminhar em meu viver, poderia interferir indiretamente neste caminhar solicitando ao condutor alguma direção em particular, mas nunca sendo efetivamente responsável pelo marchar nesta ou naquela direção. Em assim sendo, por que razão alguém ou alguma “força” perderia tempo em “planejar e planificar” um certo destino para mim, se posso eu mudá-lo ao meu bel prazer? Por que razão as leis transcendentais me atribuiriam ou me delegariam um certo destino se caberia a mim alguma escolha do como e onde caminhar?

E por que este mesmo ser ainda me daria a fácil argumentação de que o que por ventura fizesse de bom, teria como alegar ter sido decorrente de minha atitude, e em contrapartida me propiciaria a argumentação, também fácil, de que não tive responsabilidade pelo que de errado aconteceu, posto ter sido decorrente de meu próprio destino?

Como posso fazer escolhas, isto por si só já tornaria muito mais coerente que não existam planos quaisquer, ou destino algum, sendo eu responsável pelas minhas ações (parcialmente que sejam em decorrência da complexidade caótica da realidade como um todo, mas totalmente responsável pelas minhas intenções), e tendo minha vida afetada não somente por minhas escolhas, mas também pela fatalidade e imponderabilidade do próprio viver.




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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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