Amor e ódio

O amor e o ódio não são, para mim, lados opostos de uma mesma moeda. O amor e o ódio são de natureza diferentes e não simplesmente opostas. Exatamente como o amor deve ser construído, uma vez que não existe pronto, não é algo de “prateleira”, não nascemos amando, nascemos preparados para amar, o que é diferente, o ódio também não existe naturalmente implantado em cada um de nós, entretanto, exatamente como o amor, nascemos mentalmente preparados para odiar, mas ele, de novo, como o amor, é uma construção.  Por entender a ambos como construção, eles não podem ser, por si só opostos, pois que não ter um não leva necessariamente ao outro.

A falta de amor não leva diretamente ao ódio, leva a um ou a uma mistura de muitas coisas como por exemplo, a omissão, o abandono, a exclusão, a vaidade, o egoísmo, o preconceito, a exploração, e a arrogância humana. A falta de amor não leva necessariamente ao ódio, como a falta de ódio não leva necessariamente ao amor. Quando muito o Amor, o Ódio, o Descaso, a omissão, o abandono, a exclusão, o egoísmo, a vaidade, o preconceito, a exploração, e a arrogância, são vértices de mesmo poliedro, de qualquer um podemos por vontade e construção chegar ao Amor que é sempre coletivo, mas podemos também chegar ao ódio, que é em geral pessoal.

A oposição amor-ódio é simplista demais, pode até ser verdadeira quanto ao sentimento prático envolvido em seus extremos, mas a falta de um não implica necessariamente no outro. 



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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador

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