Caminhar sem volta

Caminhar sem volta - Texto publicado em 24-8-2011

Nosso viver
Eterno caminhar
Constante experimentar
De novas realidades.

Nas trilhas do viver, caminhamos sem parar. Caminhar é necessário: é caminhar ou se perder da vida, é viver ou se perder na morte, não há alternativa. Mesmo enfermos ou de cama, enquanto vivos, mesmo que sofrendo, caminhamos. Experimentamos a cada instante presente a transformação de nosso pensar, de nosso sentir e de nosso viver. Viver é um eterno experimentar de novas realidades. 

Somos únicos sendo parecidos, múltiplos sendo complexos, falíveis enquanto reais e fatais enquanto viventes. Caminhamos por bem ou por mal, nossa mente mergulha sempre em novas estradas, caminha sempre em novas jornadas, constrói realidades virtuais que muitas vezes confundimos com a realidade do dia a dia. Entretanto este caminhar é uma jornada voltada unicamente para o presente que se descortina em novas realidades, é um caminho sem volta, não tem retorno, impossível desfazer o feito, “des-pensar” o pensado, remover o falado, apagar a ação que realizamos, sim podemos tentar minimizar seus efeitos ou seus alcances, mas para todo o sempre já estão no mundo do realizado.
Esta é a maravilha do viver: conhecemos, pelo menos em parte, o passado, acreditamos conhecer o presente e desconhecemos totalmente o futuro. Com ou sem medo só nos resta caminhar ou se entregar a morte. O próprio presente que acreditamos conhecer é um tornado onde o caos atua livremente, nunca temos o controle real de nada.

A nossa vida sendo única é um contínuo suceder-se de novas experiências, mal realizamos um novo sentir ou um novo pensar e já estamos caminhando por um novo existir, inconscientemente então, processamos paralelamente tantas coisas que sequer temos noção delas. Não há volta, não há retorno, não há recomeço no sentido de refazer a exata mesma experiência, cada uma é nova por si só. Devemos saborear esta miscelânea de paladares de viver. Não há também prêmio nem devolução, não há restituição, não há bônus final, há parcialmente o bônus e o ônus do alcance do que somos e do que fazemos, quem perdeu o bonde do experimentar, do sentir, do emocionar-se, do pensar e do realizar, perdeu realmente, não existe segunda chance para a mesma realidade e não há restituição, se você não aproveitou seu viver para seu próprio caminhar, esta oportunidade foi totalmente perdida.

Mesmo que caminhar fisicamente seja impossível, nossa mente é livre e temos a obrigação vivente de caminhar com ela.




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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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