Nem sempre o verdadeiro há de ser real

Entendo que no geral, de forma simples e direta, acabamos por imaginar e associar que sempre o verdadeiro há de ser real. Mas realmente o será? Uma interpretação direta e simples do que seja real, poderia ser aquilo que de forma comum seria tudo que existe, não apenas fruto da imaginação, em oposição ao apenas imaginado ou mesmo ideal, o real então, desta maneira, seria algo ligado a existência física, material ou energética, mas em verdade, o verdadeiro cruza este escopo, podendo por exemplo, entre outros, ser uma verdade apenas lógica, uma verdade matemática, que sendo verdades puras, são abstratas em sua essência, são abstrações do mundo físico e real, sendo reais enquanto conceitos e lógica. Entendo que nos seja fácil e comum associarmos verdade a realidade, porque tendemos a ser levados pela indução invertida de que toda a realidade, todo o real, é verdadeiro, afinal é a realidade em si (não me referencio as interpretações ou percepções da realidade, do real, mas sim da realidade nua e crua, dura e física), assim, todo o real, toda a realidade é por princípio uma verdade. Porque entendemos que todo real, toda realidade é uma verdade, é verdadeiro, tendemos facilmente a associar que sempre o verdadeiro é assim real, mas entendo que o escopo geral do verdadeiro extrapola o do real.




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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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