A ciência deve ser plena e livre, pois sendo conhecimento, deve ser de pleno acesso a todos

A ciência deve sempre ter como meta produzir uma visão de mundo, em qualquer escopo, em qualquer espectro, do micro ao macro, do próximo ao distante, do físico ao mental, do pessoal ao social, em qualquer que seja o espaço-tempo. A ciência (a pura e natural ciência, teórica ou experimental) não deve e não pode se submeter a interesses outros, sejam eles políticos, econômicos ou mesmo sociais, sob pena de perder sua eloquência lógica, sua liberdade, sua metodologia e sua busca racional. A ciência não pode, a priori, buscar ser útil, sua utilidade vem a posterior, a reboque, não o inverso, para satisfazer ou atender a alguma utilidade prévia, ou a algum interesse específico. É verdade que a ciência está inserida em uma sociedade, em um contexto de necessidades e interesses, que todo exercício científico, teórico ou experimental, é um ato social, e que toda a sociedade deve ter pleno, irrestrito e total acesso ao conhecimento científico, deste saber natural, aplicando-os em tecnologias e em algum bem estar social para todos, mas nunca tolher a ciência por uma obrigação específica, por uma busca pontual, por algum interesse, ou por uma aplicabilidade previamente estabelecida.

É muito desgastante para a ciência, podendo até ser perigoso, subordinar a atividade de pesquisa e experimentação, de teorização e refutação, a algum propósito específico, seja ele material, econômico ou social. “...a pesquisa constrangida sob o olhar de sua eventual aplicabilidade é um caminho limitado para a razão... Mário Novello.” Desta forma entendo que a ciência deva se afastar de qualquer outro interesse que não seja entender, ver, interpretar, modelar, perceber, ou buscar, uma visão natural do mundo, do universo, de toda e qualquer realidade natural.

O capitalismo força, por interesses múltiplos, próprios, e de ganhos contínuos, direcionar a ciência, e é claro que alguns cientistas, como seres humanos imperfeitos, se deixarão levar por estes e outros, alguns até pessoais, interesses, entretanto a verdadeira ciência deve buscar se manter o mais afastada possível de interesses outros, que não somente o conhecimento natural. A aplicabilidade, toda e qualquer aplicação, deve vir a reboque desta ciência, nunca a frente. O capitalismo e os interesses outros que não o conhecimento natural da realidade não menos natural, muitas vezes tentam disfarçar aquele direcionamento e interesses, mas a verdadeira ciência não precisa de disfarces, ela não precisa de aplicabilidade imediata. 

A ciência deve ter sempre em mente que não deve fabricar ilusões, que não produzindo certezas e nem mitos, ela não perde encantamento, pelo contrário, ela ganha, pois que sempre existirá margem para mais e mais ciência, mais e mais conhecimento, ..., mais e mais diálogos com a natureza.




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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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