A gravitação e um retorno à busca de uma solução de campo escalar, sem abrir mão de uma solução também geométrica

A relatividade geral foi um salto fantástico na forma como percebemos e modelamos a realidade. A muito já se percebia que a gravitação de Newton, uma teoria também fantástica, que até hoje pode, e é, utilizada normalmente para campos gravitacionais fracos ou médios, precisava de uma sucessora. Devemos ter em mente uma coisa, tanto a gravitação de Newton quanto a relatividade geral, são aproximações, são teorias incompletas, sendo esta mais precisa que aquela. Ambas as teorias e modelagens, são aproximações, onde a gravitação de Newton foi superada em precisão (e também por trazer consigo uma visão física para o que seria a força da gravidade) pela relatividade geral, e assim, esta, pacientemente espera para ser superada por outra, e este processo já está em andamento, pois que é assim o natural suceder de novas teorias mais precisas, abrangentes e completas. Como todo trabalho científico é uma estrutura social, diferentes pesquisadores, pensadores e experimentadores, já trabalham em alguns tijolos desta empreitada, e novidades tem sido conseguido.

A relatividade geral é com certeza uma ótima teoria, entretanto incompleta, e com a mesma incerta certeza que a aprovamos como uma ótima representação, uma maravilhosa forma de descrever e modelar o universo macroscópico, desde as nossas vizinhanças, até aspectos globais da cosmologia, apresentando convincentes explicações para os campos gravitacionais, como os gerados por buracos negros, chegando a bem demonstrar certas propriedades dinâmicas de pulsares, chegamos com a mesma certeza a percepção de incompletude da teoria da relatividade geral. Como toda teoria, esta não foge a regra de ser incompleta, imperfeita, e acaba falhando em alguns aspectos, como na busca de uma unificação natural da gravidade com as demais forças conhecidas, e como também quando em alguns específicos aspectos da realidade, como nas singularidades. É normal que assim seja, toda teoria, como uma construção da mente humana, é limitada, imperfeita e incompleta, como limitada, imperfeita e incompleta é toda emergência mental de um não menos imperfeito, incompleto e limitado circuito neural, que é o cérebro humano.

A percepção da relatividade é muito interessante, pois que sabemos por observação e experimentação que todo corpo material, ou energia, são atraídos por outros corpos ou energias, não existindo nenhuma forma de matéria ou energia imune a ação gravitacional. Precisamente desta observação, acabou sendo pensada esta força como sendo algo bem distinto de todas as demais forças conhecidas. Desta forma seria, acredito eu, apenas uma questão de tempo para que pesquisadores, estudiosos, pensadores e cientistas em geral, mudassem o foco da força gravitacional para algo, ou algum fenômeno, externo aos corpos materiais e a energia em si, algum fenômeno ligado ao substrato natural que envolve toda matéria e energia, ou seja o próprio espaço em si, ou melhor ainda, o espaço-tempo. Desta forma Einstein identifica a gravidade como o resultado de uma estrutura da geometria do espaço-tempo. A relatividade geral é sem dúvida um salto para a mente humana, mas volto a repetir, como toda teoria, ela também é fadada a ser superada, e esta necessidade tem se tornado cada vez mais premente, frente aos novos desafios impostos não somente pela cosmologia, como também pela necessidade da unificação da gravidade com as demais forças conhecidas, como também no entendimento dos buracos negros em si, e até mesmo na busca pela quantização do próprio campo gravitacional. O próprio Einstein, por volta de 1950 abertamente argumentava que em situações críticas do campo gravitacional, quando sua métrica assume valores acima de um certo limite, como o que ocorre em singularidades e no interior de buracos negros (que é em seu extremo uma singularidade também), a dinâmica assumida na relatividade geral deveria ser alterada, e é uma das coisas que se tem buscado, uma alteração nesta dinâmica, ou mesmo uma nova teoria, ou uma nova mas que mantenha uma visão geométrica da gravitação. 

É interessante, e entendo eu importante, reafirmar que antes de Einstein propor e modelar sua teoria “geométrica” para a gravitação, tanto ele, Einstein, como outros, como Nordstron, e indiretamente o próprio Mach, propuseram e tentaram identificar a gravitação, o campo gravitacional, como uma função escalar, assim creio que chegamos, como diversos outros pensadores também o creem, ao momento de se repensar um modelo, uma modelagem, uma teoria, onde uma função escalar possa representar o campo gravitacional. Será que não teria sido uma solução alternativa a substituição do campo gravitacional como uma função escalar, por uma modelagem puramente geométrica, colocando no lugar de uma única função escalar, dez funções de abrangência geométrica.

Seria possível conciliar as duas ideias, a da função escalar e a da visão geométrica, como uma solução alternativa ao campo gravitacional, e quem sabe que permitisse a fuga dos traumáticos infinitos? Seria possível conseguir, como no início da jornada do próprio Einstein, uma solução robusta e global para o campo gravitacional como uma função escalar? Seria possível contornar as dificuldades e impossibilidades inicialmente encontradas por Einstein e Nordstron, permitindo que se disponibilizasse um campo escalar compondo a ideia de um campo gravitacional? Pesquisas, estudos e modelos em andamento tem demonstrado que sim, que parece bem possível este retorno na visão e interpretação da gravitação. Pode a ciência enfim, produzir uma explicação racional, alinhada ao conceito “observar, teorizar, observar, propor previsões, observar, tentar refutar e de novo observar”, incluindo uma visão escalar (campo escalar) de uma função para corpos inerciais ou sistemas em equilíbrio, e de duas variáveis para situações dinâmicas, para a gravitação, uma vez que no passado esta tentativa levou o próprio Einstein a dificuldades que o colocaram em um caminho que aparentemente não o levaria a lugar algum? Aparentemente, uma nova visão da teoria escalar da gravitação já está nascendo.




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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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