A navalha de Occam é boa, mas não é garantia de perfeição

O conceito identificado como “navalha de Occam” ou seja, algo como, que entre alternativas possíveis para explicar e dar sustentação a um evento natural, a uma observação, fato ou fenômeno, ou entre modelagens diferentes, deve-se priorizar e dar maior importância ao mais simples, ao mais direto, ao mais focado no evento, fenômeno ou observação, ao mais limpo de “variáveis espúrias” (fora do contexto direto), tem sim sua validade, mas não pode, e nem deve, ser visto ou usado como um mito, ou como um rito do perfeito, ou mesmo como algo livre de falhas. Não se deve assim abandonar, insensível e brutalmente, as outras explicações, teorias, ou possibilidades, pois que nunca teremos a certeza absoluta que a natureza age da forma mais simples, ou que a simplicidade da natureza reflita nossa humana percepção de simplicidade. Dar prioridade e preferência a linha mais simples e direta, mais limpa e focada, é algo natural e coerente, mas não nos deve alienar totalmente das demais alternativas, não nos deve cegar a outras possibilidades, até mesmo porque aquelas podem, além de estarem mais alinhadas, podem também por si só nos abrir portas admiráveis para novos insights e mesmo novos saberes.

A navalha de Occam costuma estar certa, e pode ser “utilizada” em diversas áreas, desde a escolha de respostas, “ as mais simples costumam ser as melhores”, até como acima, no uso normal da ciência, mas devemos ter em mente que “pode”, “costuma” ou “tende”, não é garantia de “é”, ou “sempre é”. A navalha de Occam não é uma lei ou uma regra, ela é um princípio metodológico que sugere a possibilidade, mas nunca garante a certeza, de que apresentadas várias explicações a mais simples tende a ser a mais correta, o que em geral leva a restringir as diferentes premissas a aquelas estritamente necessárias, e promover a eliminação de todas as outras que não causariam qualquer diferença aparente nas predições e no suporte as evidências.




#ateu
#ateuracional
#livrepensar
#ateuracionalelivrepensar
ateu
ateu racional ateuracional
livre pensar   livre pensador   livre pensadores

Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Livre arbítrio

O que somos?

O sábio é um egoísta que deu certo

Olhar-se e perceber-se