A transformação do humano em mercadoria e em consumidores

A transformação do humano em mercadoria por um lado, e por outro em consumidores ávidos e necessários, coloca este mesmo ser humano em uma situação onde a diversidade se põe em perigo e se torna ela mesma, a diversidade, por si só perigosa, onde cada um é somente visto como mero consumidor ou mera mercadoria, ou também como mão de obra produtiva para alguém, fazendo desta sociedade ou um puteiro, em seu sentido abstrato o mais aberto possível, ou então em mero mercado consumidor-produtor, e cada um que não se enquadre como consumidor, mercadoria ou produtor para o acumulo de riqueza de alguém, acaba por ser mais um sofrido excluído social. Esta sociedade mercado é tão perversa, que mesmo aqueles que trocando seu esforço pessoal por trabalhos de pouco valor acabam, também eles excluídos direta ou indiretamente, exatamente pela incapacidade de serem mercadorias de valor ou consumidores interessantes. 

O poder e sua manipulação não só se empenham e se esforçam em submeter-nos, em dominar-nos, nem que seja as custas de algum medo, mas também nos oprimem, nos categorizam, nos catequisam e nos doutrinam para sermos cada vez mais peças do sistema, fazendo, aos olhos cegos, míopes, embaçados e embaralhados pelos interesses dos poderes, com que toda e qualquer rebelião ou rebeldia, que toda e qualquer revolta ou ousadia de se colocar contra isto, seja por via das massas ou solitariamente individuais, seja algo que assusta, seja algo que incomoda aos já doutrinados por este mesmo sistema, cada vez mais nos alienando daquela humanidade natural, social, real e própria, que deveria nos identificar como seres humanos que deveríamos ser.

Dizer que nada é mais como antes, é dizer muito pouco, pois que por um lado tudo muda, e por outro lado, os poderes, entrelaçados, e se apoiando mutuamente, entre eles o religioso, historicamente, e mesmo atualmente, sempre fizeram por onde se ajudarem e doutrinarem a todos, a cada momento histórico e geográfico, segundo os interesses latentes destes mesmos poderes em cada tempo e espaço. Podem mudar os poderes, os poderosos, a forma e o meio, podem mudar os interesses de momento, os estilos e linhas diretivas destes poderes, mas os poderosos e os poderes, de alguma forma sempre se ajudam, e de tudo são capazes para não perderem sua parte na boca desta riqueza. 


É um tremendo erro se achar imune, protegido ou isolado a esta pressão dos interesses dos poderes e dos poderosos, todos somos parcialmente que seja permeáveis mentalmente a algum nível de contaminação, de indução, de ancoragem, a seu pesado doutrinamento, ainda mais quando entra em voga um novo, sutil e poderoso poder, astuto, subliminar, estudado, aliado e financiado pelos demais poderes, pois é ele mesmo agente de doutrinação para os demais poderes, e doutrinador por interesses próprios, que é a mídia de massa, ou a má e perversa mídia, aquela perniciosa, vendida, comercial em excesso, e também interesseira em sua própria parcela de poder. O que deve importar então é a força do pensar, do refletir, do criticar, do que analisar, do livre pensar, observando, questionando, racionalizando (até onde seja possível a racionalização), e pensar, e de novo pensar e pensar, para tentar ecoar em si alguma verdade e minimizar o poder daquela contaminação e doutrinação... 




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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador

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