Cavar, por uma verdade nunca completa

Heisenberg escreveu um ensaio “As verdades habitam nas profundezas”, e esta assertiva é muito viva, forte e verdadeira para mim, fazendo profunda e sensível morada em minha mente. Entendo realmente que é na “profundeza” (de algo que não é raso e nem profundo, que simplesmente é), no “subsolo”, na sua parte muitas vezes não observável de imediato e/ou não intuitiva, fugindo-se cada vez mais da mera “superficialidade” fenomenológica, da simples interpretação do que se percebe, que mesmo “superficial” possui seu valor, é que tendemos a encontrar a verdade real, a realidade verdadeira das engrenagens que movimentam e dão estrutura e sustentação ao universo visível, tendo em mente que ambas (a percepção da verdade e da realidade) são naturalmente não completas, não perfeitas e não absolutas (a percepção reforço eu, para não deixar dúvidas do como entendo a realidade), tanto pela fragilidade e limitação de nossos sensores biológicos, como dos sensores tecnológicos que construamos, quanto pela finitude e falhas naturais de nossa mente. Entendo que é preciso, de peito aberto, com honestidade de intenções, cavar, esmiuçar, esquadrinhar, pensar, racionalizar (quando e enquanto possível), tentando sempre nos abstermos de nossos preconceitos, e preparados para a qualquer momento abdicarmos de crenças, mesmo aquelas que nos parecem mais caras e coerentes, tão logo evidências, refutações, ou novos caminhos nos abram a porta a novos caminhares.




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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador

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