Desequilíbrio existencial de matéria em relação a antimatéria, uma questão curiosa

Mais uma das intrigantes e curiosas perguntas naturais, e que nos provoca até hoje é, “Porque existe absurdamente mais matéria do que antimatéria?”. Logo desde o início, gostaria apenas de lembrar que a definição de qual seria denominada a matéria, e qual seria denominada como antimatéria, é uma mera formalidade de escolha, e desta forma acabamos dando a definição de matéria aquilo que conhecemos em abundância, e denominamos como antimatéria, aquilo que hoje, pelo menos no universo visível, aparenta existir em escala muito menor.  Cabe também lembrar que no processo inicial de síntese do material (processo de criação-formação da matéria em si), corroborado por diversos estudos, este processo tinha elevada probabilidade de criar matéria e antimatéria em quantidades iguais, mas o que se vê, em verdade, é a dominância total para a existência de matéria, em detrimento a apenas uma mínima porção do que denominamos como antimatéria. Isto para nossa existência é ótimo, não por ser a matéria muito mais abundante que a antimatéria (poderia ser o oposto sem nenhum problema), pois que do ponto de vista físico, químico ou biológico, não haveria diferenças entre um caso e outro, é ótimo exatamente por não ter sido criada matéria e antimatéria na mesma quantidade, ou nada de material existiria, uma destruindo a outra. A curiosidade, o “mistério”, é exatamente em relação ao absurdo descompasso entre as quantidades de matéria e antimatéria, pois que se existissem em equilíbrio de quantidades, ocupando uma mesma porção espaço-temporal, a destruição natural de ambas impossibilitaria todo e qualquer processo físico, químico e biológico a posterior. Mas e então? A síntese da matéria, criou quase tanta matéria quanto antimatéria, com uma ínfima variação, a mais, para o que denominamos chamar como matéria, isto levou a uma destruição mútua de quase toda a matéria e antimatéria iniciais, gerando deste processo de destruição concorrente uma energia de tal monta enorme, e deixando, como mero resto, aquela parcela ínfima de matéria excedente. Este excedente de matéria é tudo o que na prática existe em nosso universo, e pode ser pensado como a sobra (“sobrevivente”) de um cataclismo absolutamente inimaginável por nosso conceito de mensuração mental humana. 

Apenas por curiosidade, o físico russo V L Ginzburg, nos idos de 1970, enumerou diversas questões importantes, ainda não respondidas, ou não respondidas a contento, nos campos da física, astrofísica e cosmogênese, e esta, o desbalanceamento de bárions "assimetria de bárions" (bárions e antibárions) é uma delas, e continua, ainda hoje, desafiando de alguma forma os cientistas. 




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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador

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