Extrapolar diretamente a física que conhecemos para qualquer momento temporal, deveria passar por uma séria revisão?

Deveríamos rever a extrapolação direta da aplicação da física “local” “terrestre” (leis, constantes, conceitos e etc.) como padrão para todo o universo visível? Estaria sendo revista? O que esperar desta revisão? Não que a extrapolação, em si, possa estar errada, mas a revisão deve ocorrer, exatamente para buscar um nível maior de confiança na possibilidade pura e simples desta extrapolação, ela pode estar correta, mas pode também estar incorreta, incompleta ou viciada. O que eu especificamente penso ou sinto tem pouco ou nenhum valor, quanto a busca de um conhecimento científico, das verdades naturais e da realidade existencial, como um todo, mas mesmo assim, não me eximo de ter minha visão crítica, não por vaidade, mas como forma de me manter cada vez mais curioso e atento ao como “caminha” o livre pensamento crítico na busca das “engrenagens” que põe e dão sustentação natural, ao “movimento” da realidade existencial, de forma o mais plena possível e histórica, no alcance e percepção da verdade e da realidade (que acabam por serem afins, mas em si são independentes). Minha posição é clara, pelo bem da busca de um cada vez mais verdadeiro e honesto conhecimento do natural, sim, devemos rever, repensar, explorar e aprofundar cada vez mais a validade ou não de diretamente extrapolarmos para qualquer momento temporal, como uma aplicabilidade geral, universal, da física que conhecemos, tanto na forma experimental como teórica, aqui localmente, nos arredores de nosso planeta. Tenho uma tendência a aceitar que historicamente, ao longo de jornadas temporais enormes, nunca necessariamente geográficas (a geografia afetando apenas porque decorre dela, em relação ao que podemos observar, faixas de tempo de um passado), que ao longo de milhões ou bilhões de anos, nossas constantes, nossas leis e conceitos conhecidos, possam ter sofrido variações (mínimas que sejam), chegando hoje ao que são. Isto traria impactos? Sim. No mínimo nos obrigando a rever situações aceitas, mas também por que eleva a complexidade de toda e qualquer análise crítica, modelagem, axiomatização ou conceituação, pois que traria novas possibilidades e/ou variáveis, diretamente para toda realidade física, imanente, existencial, de nosso universo, conforme se passavam as eras e eras temporais. Facilmente podemos perceber que quanto mais “distante” olhamos ou pesquisamos, no universo, mais do passado estamos recebendo informações. Se buscamos analisar, perceber e entender, por exemplo, uma galáxia a um bilhão de anos luz de distância daqui, a estamos observando, em verdade, como ela era a um bilhão de anos no passado, e o fato de extrapolarmos diretamente, leis, conceitos e constantes, da física atual e local, dos arredores de nosso planeta, diretamente para aquela galáxia, poderemos estar levando nesta análise, filtros, distorções, ou aproximações, incorretos, e deixando de perceber a real física de um bilhão de anos atrás. Por isto, entendo que por mais desgastante, frustrante, ou inglório que possa parecer, agravado pois que cada vez mais temos percebidos a possibilidade de processos físicos não lineares, torna-se de vital valor rever a aplicabilidade direta, naquele momento passado, das leis que hoje conhecemos e modelamos, sendo assim de enorme valor não somente conceitual, mas para que aprimoremos nossa incerta certeza de que não podemos, apenas por simplicidade, simplificação, ou preconceito, estar perdendo a oportunidade de abrir novas portas de conhecimento com uma física “variável”, “dinâmica”, ao longo do tempo, independente das aceitáveis mudanças drásticas, possíveis em momentos de “transição de fase” (onde se aceitaria facilmente mudanças nas leis e/ou constantes).

A física ser mutável ao longo do tempo, em nada diminui sua força, em nada a enfeia, empobrece ou desqualifica, e sim, entendo eu, ao contrário, que dá a ela maior beleza, maior curiosidade, maior valor, exatamente pelo seu dinamismo e “vida”. Por favor, ser variável ao longo do tempo, linearmente, ou não linear em momentos de transição de fase, não a torna aleatória (aqui como independente de toda e qualquer probabilidade, ou seja totalmente caótica), ou absurda, e sim a alinha a uma nova e mais precisa realidade, se for o caso, pode ser que depois de profunda análise crítica quanto a este assunto, se chegue a conclusão que ela é totalmente independente da temporalidade histórica, e que podemos, como hoje, plena e totalmente, extrapolarmos a física local e presente, para todo e qualquer tempo histórico.




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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador

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