Não somos enclausurados em um corpo, somos uma unidade corpo e mente

Não, não somos enclausurados em nosso corpo. Diferente de termos um corpo, ou de estarmos em um corpo, somos nós o próprio corpo, isto não nos faz enclausurados, e nem nos faz menor ou menos importantes, isto apenas nos faz parte dele, e ele parte de nós. Somos uma unidade complexa, somos uma espécie de cooperativismo generalizado onde todo o corpo atua para que sejamos nós, e mais ainda, uma infinidade de seres biológicos, não “humanos” simbioticamente participam ecologicamente da composição do que somos. Somos mente? Sim. Somos a emergência de um cérebro corporal e material. Mas somos mais, somos assim o próprio cérebro que nos possibilita e dá sustentação bioquímica para esta emergência do mental, e mais ainda, somos emoção, somos sentimentos, somos razão, somos pensamentos, somos subjetivos, somos muito inconscientes e pouco conscientes (se algo consciente o somos), mas nunca deixaremos de ser também toda a interface deste cérebro, do circuito neural, com todo o corpo, e também, a interface através do corpo com todo o meio externo, o mundo que nos cerca, as mensagens que nos atingem, as ideias que o povoam, e por aí vai...

Diferente dos que se sentem aprisionados a um corpo, eu fico radiante e feliz por ser este corpo, pois que sem ele vivo, eu não existiria. Somente existo pelo corpo que sou e pela capacidade de ele possibilitar natural, imanente e inconscientemente, a emergência mental que permite a minha existência como ente mentalmente ativo. Desta forma não sou um corpo que aprisiona um ser, sou sim o próprio corpo, sou uma unidade corpo e mente, um corpo nitidamente imperfeito que possibilita a emergência de uma também imperfeita mente.




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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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